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UM DIA COMO OUTRO QUALQUER (SÓ QUE NÃO!)
by: bemamado
Como era costume, depois da aula eu voltava para casa sempre cheio de expectativas comuns em adolescentes da minha geração com o mesmo tema recorrente: conseguir a primeira foda! E mesmo com os hormônios borbulhando nas entranhas o que conseguíamos no final era uma boa e velha punheta com os catecismos de Carlos Zéfiro sempre a mão. Naquele dia eu cheguei em casa avançando pelo longo corredor que ligava os três imóveis: no primeiro morava minha avó e seu atual marido na época; o segundo era ocupado por meus pais e no terceiro moravam minha tia Carmem e seu marido Benedito.