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Meu querido chefinho
by: brício
Eu era ofice boy daquela empresa. Na verdade, era o escritório de uma loja de móveis, funcionava num prédio pequeno, poucos metros da loja. Era uma sala pequena, onde ficava apenas o meu patrão, ou seja, o dono da loja. Eu fazia os serviços de rua, tais como pagar contas, ir nas repartições públicas e, muitas vezes ao dia, eu ia e voltava na loja para buscar ou levar alguma coisa. O meu patrão, Seu Marcos, era um cara sério, deveria ter uns 46 a 50 anos, forte, muito alto, branquelo, cabelos meio aloirados e bem curtos e uma mão enorme (dizia ele que era fruto dos anos em que tinha sido marceneiro), ele sempre falava que havia ralado muito para ter o seu próprio negócio. Eu estava ainda me acostumado com a espichada que eu dera depois da puberdade, era magro, poucos pêlos e algumas espinhas, atribuídas, diziam todos, a excesso de punhetas (realmente sempre estava batendo uma, principalmente quando ia à loja e via aqueles montadores fortes sem camisa no depósito). Como se vê, embora ainda não admitisse, a minha homossexualidade estava ali, impregnada, e não adiantava paquerar todas as meninas do colégio e mesmo comer algumas, eu sentia tesão mesmo era por homens, e aprova maior foi quando esse história aconteceu comigo.