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Doces relatos da adolescência (01)
by: bemamado
Algumas vezes nossa memória é um algoz impiedoso nos trazendo lembranças tão doces e ao mesmo tempo tão tocantes que acabam provocando uma profunda tristeza pela certeza que são apenas memórias e nada mais testificando que o fluxo temporal é inexorável; recentemente me lembrei dos tempos finais do curso colegial com uma adolescência efervescente e fugaz que poderia não ter fim, mas que infelizmente nos abandona deixando apenas rastros imemoriais. Nessa época eu conseguira comprar meu primeiro carro, um Aero Willis verde-piscina que fora fruto de uma negociação com meu pai e com um primo que receberiam em troca meus préstimos na oficina que ambos tocavam. Nas noites de sexta-feira e de sábado eu circulava com o bólido a procura de um sexo fortuito ou mesmo uma paquera ocasional.