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Travesti, sou feliz graças ao meu pai.
by: andre.lino
Foi aos 12 anos que comecei a perceber certas mudanças em meu corpo. Primeiro foi a auréola em torno dos meus mamilos que eram bem maiores do que as dos outros meninos... Mesmo na frente da minha família: minha irmã, minha mãe e meu pai passei a ficar constantemente de camisa. Aos 14 além dos mamilos ficarem maiores notei que meus peitos também começaram a crescer... Em pouco tempo já aparecia um pequeno peitinho que passei a esconder usando camisas mais largas. Aos 15, pelado na frente do espelho ficava olhando pra minha cintura fina, minha bunda já bem volumosa, coxas lisas e roliças... Comparava com o corpo da minha irmã Bethânia que já estava com 17 e via que aquilo não era normal. Não demorou em meus pais também perceberem e me levarem a um médico. Nos exames ficou constatado que meus hormônios masculinos eram apenas 10 por cento... Tinha nascido homem num corpo de mulher. Mas isso só fiquei sabendo tempos depois. Mas já a tempos que também percebia que eu gostava mais; nas brincadeiras, de ser tocado pelos meninos do que pelas meninas. Minha mãe e minha irmã resolveram me transformar aos poucos, e naturalmente... Com exceção de algumas pessoas preconceituosas, em nosso circulo de amizades todos foram se acostumando me verem cada vez mais parecido com uma menina. Aos 17 já era um travesti bastante conhecido e já me vestia completamente com roupas femininas... Ainda ouvia algumas coisas desagradáveis de uns e outros; mas em geral era uma pessoa bastante querida e elogiada pela minha beleza e pelo meu corpo... Meus seios e minha bunda eram maiores do que da minha irmã Bethânia. Cheguei a ter sentimentos de paixão por meninos, mas nunca deixei transparecer. No colégio; pra evitar qualquer constrangimento, foi permitido que eu usasse o banheiro da sala das professoras quando precisasse. Mas minha cabeça ficava embolada quando pensava em relacionamento amoroso. Sentia vontade de ter alguém pra me abraçar, me beijar e me aceitar do jeito que eu era... Só que nesse ponto eu era muito travada e talvez por medo ficava fingindo não entender alguma cantada de rapazes mais atrevidos. Mesmo depois que me levaram ao médico e fui me transformando em um travesti; meu pai sempre se portou como se eu fosse um filho normal... Parecia até que ele não me via vestido de mulher. Das minhas amizades no colégio, tinha um rapaz chamado Miguel que sempre era o que mais me dava atenção... Mesmo tentando evitar me apaixonei e quando ele confessou que tinha vontade de ficar sozinho comigo; quase pirei. Sem conseguir me decidir fui ficando deprimido e estava em casa (sozinho) chorando quando meu pai entrou e me pegou enxugando as lágrimas. Pela primeira vez, ele sentou do meu lado e passando um braço pelo meu ombro perguntou por que estava chorando. Tentei desconversar e acabei voltando a chorar copiosamente recebendo um forte abraço do meu pai, carinhos e beijos na testa: