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A Grande História de Uma Vingança Cruel
by: astrogildo cabe
Paulo e Ed cresceram juntos em um bairro da periferia de Recife. Até que durante a adolescência, eles se separaram. Paulo virou o terror do bairro. Mexia com a mulher dos outros, fazia grandes travessuras, jogava bombas em colégios e igrejas, usava drogas, cometia pequenos furtos em mercadinhos – sem necessidade, apenas para comprovar sua péssima índole. Já Ed era o oposto. Ingênuo que só ele, tinha um jeito bobo, fazia favores a todos e não ganhava nada em troca, e justamente por isso, muita gente o explorava. Andava sozinho e era alvo de brincadeiras de todos, sobretudo de Paulo que humilhava o rapaz de todas as maneiras, submetendo – o às piores perversidades. Negro, Ed constantemente sofria injurias racistas de Paulo, mas não reagia, tinha medo de Paulo e sua “patota”. Até que a chegada de uma nova moradora mexeu com todos. Rose veio do Rio Grande do Norte com os pais para fazer faculdade na capital pernambucana. Loira de olhos verdes claros, com curvas generosas, estava com 17 anos. Seu jeito meigo e carinhoso cativava a todos, inclusive Paulo e Ed que se apaixonaram pela menina, e ela passou a estudar no mesmo colégio que eles. Paulo, malandro, tratou logo de acompanhar a menina em todos os lugares, e não demorou muito pra conquistá-la e começaram a namorar, mesmo sabendo das perversidades que Paulo cometia. Rose achava que seu jeito dócil iria transformar esse jeito de Paulo, pois ela achava que ele era muito fofo, e que merecia uma chance. Ed não entendeu como uma menina simpática como ela podia namorar um cara daqueles. E realmente, com o tempo, Paulo foi ficando mais comedido nos seus atos, estava se apaixonando cada vez mais por Rose. Até que numa viagem dela para a terra natal, Paulo voltou a aprontar com Ed. Ed caiu numa armadilha, foi jogado em um buraco cheio de ratos e foi humilhado quando Paulo e seus comparsas urinaram nele. Transtornado, Ed contou tudo o que tinha acontecido à Rose que horrorizada, discutiu com Paulo e encerrou o namoro. Esperançoso, Ed se declarou para ela, mas a mesma saiu pela tangente, dizendo que gostava dele como amigo. Paulo tentou tanto o reinicio do namoro, que Rose o perdoou e voltaram a namorar. Disse a Ed que amava Paulo, e prometeu que ele não faria o que fez nunca mais. Achava que Paulo tinha concerto, e ia lutar por isso. Foi então que a paciência de Ed com Paulo chegou no limite. Chegando em casa, flagrou Paulo batendo punheta e olhando sua mãe estendendo roupa. Ouviu Paulo dizer: “ainda vou gozar nessas tetas de puta, sua macaca peituda!” Ed sem pensar, partiu pra cima de Paulo, mas tomou uma tremenda surra. Paulo ainda fez com que Ed se ajoelhasse e beijasse seu pau por cima da cueca. Ed mais uma vez procurou Rose pra dizer sobre o que Paulo tinha feito, mas essa mesmo abismada com o que tinha ouvido, disse que ia conversar e dar um basta. Não foi o que aconteceu. Rose perdoou Paulo mais uma vez, pediu desculpas a Ed pelo ocorrido. Ed então, passou a ter raiva de Rose também. “Ela deve ser igual e ele. Eles se merecem”, pensou Ed. Passados algumas semanas, Ed perdeu a mãe num acidente e teve que ir morar com uma tia em São Paulo. Não se despediu de ninguém, e disse que só voltaria um dia para “se vingar” de tudo o que tinha sofrido por Paulo. Paulo quando soube da mudança, sentiu um grande arrependimento sobre tudo o que fizera à Ed, e prometeu mudar de comportamento dali pra frente. Rose também chorou muito com a vida que Ed levava e desejou boa sorte a ele. Paul passou a se dedicar aos estudos, enquanto seu amor por Rose, que contribuiu e muito para sua nova vida, aumentava a cada dia. Por fim, eles noivaram e se casaram.