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Zoofilia é amor

by: marcia helena

Antes de tudo eu vou me apresentar. Eu sou uma mulher solteira de 34 anos, pele clara, olhos verdes, cabelos pretos e lisos, bem sucedida profissional e financeiramente. Eu tenho uma boa aparência e modéstia à parte, eu sou muito bonita, sendo que muitas amigas e colegas de trabalho não entendem porque eu ainda não sou casada, embora flertes e paqueras sempre aconteçam no local de trabalho onde exerço minha atividade profissional de advogada. Aliás, a minha atividade profissional exige que eu me mantenha sempre com uma ótima aparência, não sendo apenas uma questão de vaidade.Mas voltando a minha descrição pessoal, as pessoas acham que sou lésbica por eu não ter namorado ou não ser casada, mas pensando sinceramente, prefiro que todos no trabalho pensem desta forma. Na verdade eu gosto mesmo é de cães, sendo meu único objeto de erotismo e de desejo sexual, pois não ligo nem para homens ou mulheres. Isto não quer dizer que nunca tive relações heterossexuais com rapazes, mas depois que eu experimentei a primeira transa com um cão de grande porte que tínhamos em casa, já falecido, e ainda na adolescência, eu fiquei profundamente marcada e impressionada, sendo que depois não queria mais saber de rapazes. Muito tempo depois, houve uma época da minha vida quando eu já morava sozinha e era independente que tentei parar com a prática de zoofilia procurando ajuda terapêutica através da psicanálise, depois que meu cão da raça pastor alemão, que eu amava muito faleceu repentinamente, pois ele era muito novo, tinha apenas quatro anos. O seu nome era Preto. Eu fiquei muito transtornada com a perda do meu querido Preto. Depois do seu falecimento, eu cheguei a dormir com alguns homens em encontros e paqueras ocasionais, apenas ficava, mas nada me satisfazia, pois não sentia nenhum prazer e ficava completamente frígida na cama. Eu achava o pênis dos homens muito pequeno para satisfazer meu apetite sexual. Então, depois de quase quatro meses de psicanálise, a minha própria psicanalista me aconselhou a prosseguir com a zoofilia, embora, na atualidade sendo considerada uma prática sexual condenada, no entanto, no passado era comum, tanto homens quanto mulheres terem relações sexuais com animais. Inclusive a domesticação de animais e zoofilia sempre estiveram relacionadas. Ela me deu de presente um livro muito interessante com o título História da Sexualidade nas Civilizações Antigas, onde existem registros históricos de homens e mulheres copulando com cachorros, cavalos, etc. na civilização hindu, egípcia e romana, sejam pinturas em vasos, esculturas e escritos antigos. Ela dizia que sem tesão não há solução e que a orientação heterossexual, considerada como prática ?normal? é apenas uma convenção estabelecida e codificada através de ?pseudo-leis? moralistas criadas por convenções sociais, tendo na verdade como base, a forma de organização social, econômico e cultural de uma sociedade, o que pode variar ao longo da história. Na Grécia antiga, por exemplo, o normal era prática homossexual entre homens, o amor entre os iguais. Nós duas tínhamos os mesmos pontos de vista. A minha psicanalista tinha uma abordagem mais junguiana do que freudiana nas suas análises e sínteses, sendo que nas suas conclusões estabelecia paralelos entre arquétipos e símbolos com o comportamento humano cujo fundamento de nossas ações e vontades muitas vezes está no inconsciente coletivo. A mitologia grega mostrava a fusão do homem com cavalo com o mito do centauro e na mitologia egípcia está permeada de cruzamentos de homens e animais, ilustrados com figuras sagradas e desenhos de deuses com corpos humanos e com cabeças de animais e vice-versa. Hoje em dia existe o mito da abdução por alienígenas, de mulheres que tem relações sexuais com extraterrestres e que inclusive nestes cruzamentos nascem híbridos de humanos com alienígenas. Francamente, quanta tolice as pessoas acreditarem nestas histórias de pessoas abduzidas por ETs. Na verdade isto reflete a tentação inconsciente no erotismo humano pelo bizarro, pelo grotesco e bestial. Até na literatura infantil ilustra a lenda da bela e a fera, ou seja, a donzela que foi seduzida por um monstro ou então a lenda da princesa donzela que beijou o sapo e se transformou num príncipe ou a história do lobo mau, tentando seduzir a jovem chapeuzinho vermelho e acabou comendo a vovozinha, rsrsrs. Embora estes contos de fadas (ou fodas) apresentem um aparente ar de inocência, possuem sensualidade e uma sexualidade latente e dissimulada que conscientemente que não conseguimos perceber. Eu mesmo vi no cinema a pouco tempo um filme chamado "Splice", com o ator Adrien Brody em que ele e a sua esposa transam com um experimento de mutação, ou seja, um híbrido humano com diversas espécies.

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