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Os olhos vagos de Maria Rita
by: rela210223
Acordo, três da madrugada, noite clara de sábado. Sinto a respiração de Ana, cabeça em meu peito, morenaça de ca¬belos negros e longos esparramados sobre mim. Não ouço movimento al¬gum. Aninha dorme tranquilamente, boca entreaberta, de onde escapa um delgado filete de saliva, que derrama gostosamente por entre meus pêlos, atravessa o abdômen, fazendo um laguinho cristalino em meu umbigo e se perde na floresta negra de meus genitais. Começo a pensar, memórias desagra¬dáveis inundam meu devaneio.