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A Patricinha do Baile Funk - Parte 1
by: gabicerri
Apesar de ser carioca, o fato de eu ter pais separados me fez passar a adolescência no eixo Rio de Janeiro-Chicago. Minha mãe é do Rio também, e meu pai americano da pequena Naperville, em Illinois. Por essa razão, o boom cultural dos bailes funk cariocas passou ao largo da minha preferência musical. Aos 21 anos, já madura o suficiente para saber o que queria, comecei a sair mais e fazer amizades. Dona Joana, secretária da minha mãe desde que eu era pequena, vez ou outra levava sua filha para ajudá-la nos serviços de casa. Natália tinha 20 anos, um pouco mais nova, mas nunca impediu de nos divertirmos e conversarmos sobre tudo. Quando aparecia em casa, vivia botando funk pra tocar no seu mp3, o que me divertia bastante, porque cantava junto com a música, era uma figura. Pegava-me várias vezes olhando e rindo dela, e um dia ela me passou as músicas pelo computador e ficou ouvindo comigo e descrevendo os MC’s que cantavam. Confesso que nunca gostei de Funk, achava o ritmo até legal com batidas estimulantes e um convite a dançar, mas sempre achei apelativo. – Deixa de frescura, patricinha!! Natália disse, rindo. – Branquela assim no morro ia fazer um sucesso!! E a curiosidade só aumentava da minha parte. No calor do verão carioca, deixei então rolar uma loucura que não podia passar em branco, resolvi contar pra vocês!